domingo, 16 de agosto de 2015

O Mundo é Nosso!

   



   Vivemos no máximo uma centena de anos, normalmente passados num espaço reduzido deste planeta ao qual chamamos Terra. Experienciamos um número limitado de situações e acabamos por desconhecer e não compreender infinitas realidades por outros vividas. Sofremos, desfrutamos, rimos, choramos e, acima de tudo, aprendemos com tudo aquilo que o “destino” se encarrega de colocar no nosso caminho. Uma dádiva, a meu ver. Todas as situações, principalmente as mais complicadas, são uma fonte de sabedoria e sem elas muitos de nós seriamos meros corpos a vaguear por cá, sem ponta de tempero que desse aquele gostinho especial à personalidade que vamos desenvolvendo. E se é verdade que existem imensas coisas que não controlamos e que aparecem com estrondo, é também verdade que somos nós que controlamos a forma como encaramos a vida e os nossos problemas. Se optarmos por baixar a cabeça conformados, nos massacrarmos como se tivéssemos o Mundo às costas e deixarmos que nuvens carregadas de negatividade cobram o nosso céu, é óbvio que qualquer problema nos vai parecer o fim do Mundo. Mas se, em vez disso, encararmos as dificuldades da nossa vida de forma natural e realista, como algo a que temos de dar a volta e ultrapassar, os problemas acabam por ser relativizados e a vida não se tornará perfeita mas pelo menos acabará por ser mais simples, mais vivida. 
   A vida não é um cubo de Rubik que premeia apenas os mais sábios ou sortudos. Todos somos capazes de a viver bem, “basta” simplificar.