domingo, 26 de março de 2017

Dizeres que és de alguém é o auge do teu romantismo?


Pode parecer estranho, mas não há nada que mais abomine do que a frase "sou tua". Não critico quem a diz, até porque eu próprio já a usei, mas tenho a certeza que no futuro não quero ser de ninguém e muito menos que alguém seja minha. A posse espelhada numa simples palavra pode parecer inofensiva mas estou certo que na maioria dos casos é mais literal do que possa parecer. E perguntam-me "mas tu não acreditas no amor?", "tu não queres vive-lo?". Confesso que não é uma prioridade nesta fase da minha vida, mas a verdade é que não fecho a porta a essa hipótese porque realmente acredito no amor. Talvez não seja o mesmo amor a que estás habituado, mas acredito. Acredito que é possível estar com alguém que não seja minha. Alguém que seja comigo, com a mesma liberdade e postura que tinha antes de eu aparecer na sua vida. Alguém genuína, com a mesma personalidade e rebeldia que me cativou no primeiro momento. Que não viva em função de mim e não me obrigue a viver em função dela. Que seja ela mesma, apenas com o pormenor de me ter do seu lado. Não acontecerá hoje, nem amanhã, mas no dia que acontecer só assim fará sentido. Com respeito, espaço, personalidade e muito amor. Mais do que amor pela minha pessoa, essa pessoa terá de ter amor por si mesma. Fica aqui o motivo: Se não gostares de ti, porque haverei eu de gostar?



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